Gafeventos

Introdução

Hoje a literatura é vasta sobre a importância de bons e eficientes programas de fortalecimento muscular para a manutenção da saúde geral ou até mesmo como reabilitação na presença de comorbidades ou lesaões2.       No entanto, as empresas que “vendem exercícios” parecem não estar preocupados com a “prescrição segura” do exercício, pois, acredita-se que qualquer forma de execução trará, ao cliente, a “saúde” tão necessária e falada na mídia6,7,8. E isso cria um ambiente muito “inseguro” para o médico indicar exercício. Gerando algumas questões como:

- Qual é o grau de informações que o professor tem sobre a comorbidade do meu cliente?

- Como acompanharei o progresso, ou não, do meu cliente?

-A escolha de exercício será adequada?

                        Nesta situação de total insegurança, o médico proíbe o exercício ou indica aqueles que, mesmo sem embasamento científico, aparentemente são seguros, porém, não trarão as adaptações fisiológicas necessárias para a melhora do cliente.

A primeira vista, esta situação é aceitável. Porém, neste momento as necessidades ligadas à saúde geral do cliente estão sendo consideradas? Ou não são por se acreditar que “qualquer exercício” irá, por si só, promover “saúde”? Mas, que “saúde” estamos falando? A cardiovascular? E as outras doenças, são consideradas? Se meu cliente tem doenças ostemioarticulares ele pode treinar? Diante destes dilemas, criamos o “PROGRAMA DE TREINAMENTO S.E.L.F” que tem como meta desmistificar os conceitos e trazer, a você Médico e  ao cliente, uma metodologia embasada totalmente em “EVIDÊNCIA CIENTÍFICA” para que possamos: avaliar, prescrever e acompanhar os reais objetivos e “ganhos” do cliente. Para que isso possa acontecer, temos que oferecer uma forma supervisionada e contínua de atendimento, e, quando necessário, realizar adaptações nos exercícios para que consigamos de forma sempre “EFICIENTE” e “SEGURA” alcançar os resultados esperados, com isso, conseguirmos adaptar, sempre, o programa ao cliente e não o cliente ao programa.

 

1. Schmidt MI, Duncan BB, Azevedo G, et al. Saúde no Brasil 4 Doenças crônicas não transmissíveis no Brasil : carga e desafios atuais. 2007:61–74. doi:10.1016/S0140-6736(11)60135-9.

2. Volaklis K a., Halle M, Meisinger C. Muscular strength as a strong predictor of mortality: A narrative review. Eur J Intern Med. 2015;26(5):303–310. doi:10.1016/j.ejim.2015.04.013.

3. Cadilhac D a, Cumming TB, Sheppard L, Pearce DC, Carter R, Magnus A. The economic benefits of reducing physical inactivity: an Australian example. Int J Behav Nutr Phys Act. 2011;8(1):99. doi:10.1186/1479-5868-8-99.

4. Clark JE. Diet, exercise or diet with exercise: comparing the effectiveness of treatment options for weight-loss and changes in fitness for adults (18–65 years old) who are overfat, or obese; systematic review and meta-analysis. J Diabetes Metab Disord. 2015;14(1). doi:10.1186/s40200-015-0154-1.

5. Colberg SR, Sigal RJ, Fernhall B, et al. Exercise and type 2 diabetes: the American College of Sports Medicine and the American Diabetes Association: joint position statement. Diabetes Care. 2010;33(12):e147–67. doi:10.2337/dc10-9990.

6. Weisenthal B.M., Beck CA, Maloney M.D., DeHaven KE, Giordano B.D..Injury Rate and Patterns Among CrossFit Athletes. Orthop J Sports Med. 2014 Apr 25;2(4):2325967114531177.7.

7. Knapik JJ.Extreme Conditioning Programs: Potential Benefits and Potential Risks. J Spec Oper Med. 2015 Fall;15(3):108-13.

8. Kerr Z.Y. at all. Epidemiology of National Collegiate Athletic Association Men's and Women's Cross-Country, 2009-2010 through 2013-2014. J Athl Train. 2015 Dec 23.