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Sobre o Programa

O “PROGRAMA DE TREINAMENTO S.E.L.F (Supervised Exercise for Life and Fitness)”, é a prescrição e orientação supervisionada de exercícios para o fortalecimento muscular, através de equipamentos de musculação ou pesos livres com metodologia embasada em evidência cientifica. Nossa maior preocupação é o “indivíduo”. As adaptações, mudanças de exercícios e reajustes de cargas são dependentes diretamente da condição física atual do cliente. Sempre levamos em conta as dores, cansaço, medicamentos em uso (continuamente ou não), fatores psicológicos, nível motivacional e nível de estresse. Avaliações semestrais de força, Consumo Máximo de Oxigênio indireto, flexibilidade e escala de dor são realizadas para sabermos se estamos ou não, alcançando os objetivos. As evoluções de cargas, escala de dor (quando necessário), pressão arterial, glicemia (para os diabéticos), temperatura corporal (pacientes em tratamento de câncer) são anotadas diariamente, proporcionando uma segurança ainda maior para adaptações diárias do treinamento evitando possíveis intercorrências e, ainda, se tornam indicadores mais precisos dos resultados alcançados.

                        Este programa, em função de sua complexidade e da necessidade de constantes “ajustes” dos treinamentos, necessita de profissionais altamente gabaritados (Professores de Educação Física formados e registrados no CREF - Conselho Regional de Educação Física e pós-graduados em exercícios e doenças) e experientes (no mínimo dois anos de musculação). Estes profissionais passam por treinamento anual de BLS (Basic Life Support) e reuniões mensais para leitura de artigos e discussões de casos. Precisam apresentar no mínimo três cursos por ano de assuntos relacionados às necessidades do Programa S.E.L.F..

 

POR QUE O PROGRAMA DE TREINAMENTO S.E.L.F. TRABALHA COM “MUSCULAÇÃO”?

A vasta literatura que indica o exercício aeróbio como importante ferramenta para a promoção e manutenção da SAÚDE CARDIOVASCULAR nos oferece, muitas vezes, momentos de “confusão” sobre os conceitos. Vivemos um dilema entre o que realmente se precisa prescrever e o que o indivíduo pode fazer.

OMS sugere de 150 minutos por semana de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física intensa para saúde cardiovascular. Fato. No entanto, foca-se somente no EXERCÍCIO, esquecendo-se completamente do INDIVÍDUO, isto é, para o indivíduo conseguir realizar o que a OMS (que sabemos, é o mínimo.) ele precisa ter uma condição muscular boa para “suportar” a carga do trabalho e uma condição mínima de saúde ostemioarticular, neurológica, cardiológica, nefrológica, pulmonar. Sem isto, todas as tentativas de “exercício” estarão fadadas muito mais ao insucesso do que ao sucesso. Já temos um número considerável de trabalhos controlados e randomizados na literatura aceitando o treinamento resistido como a mais segura e eficiente ferramenta para indivíduos saudáveis ou com comorbidades.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, em 2011, 72% das mortes no Brasil foram causadas por Doenças Crônicas não transmissíveis (DCNT), tais como: hipertensão, diabetes, alterações nos níveis de gordura (colesterol e triglicerídeos) do sangue e a obesidade, estas têm como principais causas o sedentarismo e a má alimentação. Embora tenha havido a estabilização da frequência destes últimos em 22,4% e 25% do total, houve um aumento significativo no sedentarismo com até 85% da população que não se exercita o mínimo recomendado. A obesidade também teve importante aumento em sua frequência já passando de 51% da população1.

           Revisão de literatura recente evidenciou o impacto significativo da força muscular na redução da mortalidade, por todas as causas, em relação inversamente proporcional, demonstrando o benefício da manutenção da força muscular para a saúde global do indivíduo2. Estudo Australiano simulou os efeitos benéficos da redução de 10% na taxa de sedentarismo da população, que levou a redução em AUD 96 milhões anuais na assistência à saúde, e na prevenção 6000 novos casos de doenças e 2000 mortes por inatividade física3.

           O treinamento resistido, que é a única ferramenta capaz de melhorar a força em porcentagens significativas, cada vez mais se mostra como uma importante ferramenta para o tratamento de condições de saúde, sejam, crônicos degenerativas, musculoesqueléticas ou sistêmicas, tais como Lombalgia crônica, Osteoartrite local ou difusa, Sarcopenia primária (senilidade) ou associada a doenças como Insuficiência cardíaca congestiva, Insuficiência Renal Crônica, DPOC e Neoplasias. Também na recuperação após procedimentos cirúrgicos, e na prevenção secundária de neoplasias. Também na população em envelhecendo, que começa a sofrer com os problemas decorrentes desta fase da vida.

           Metanálise recente demonstrou ainda o efeito benéfico do treinamento resistido na mudança de composição corporal em adultos com sobrepeso, levando tanto à perda de peso quanto à preservação da massa magra corporal4. Estes fatores tornam este um método excelente para pacientes pós-operados de gastroplastia. Também na Diabetes, o treinamento tem efeitos no controle glicêmico e redução da resistência insulínica5.

            Preocupados com o Tratamento e a Promoção de Saúde dos colaboradores que, estão acometidos ou não por qualquer doença. Em função das realidades científicas apresentadas acima e as complicações que estas doenças levam, percebemos a necessidade de montar um centro de referência, em treinamento para os colaboradores. Para isto, oferecemos o “PROGRAMA DE TREINAMENTO S.E.L.F (Supervised Exercise for Life and Fitness”, baseado no treinamento adaptado para o fortalecimento muscular através de exercícios com cargas progressivas.

 

1. Schmidt MI, Duncan BB, Azevedo G, et al. Saúde no Brasil 4 Doenças crônicas não transmissíveis no Brasil : carga e desafios atuais. 2007:61–74. doi:10.1016/S0140-6736(11)60135-9.

2. Volaklis K a., Halle M, Meisinger C. Muscular strength as a strong predictor of mortality: A narrative review. Eur J Intern Med. 2015;26(5):303–310. doi:10.1016/j.ejim.2015.04.013.

3. Cadilhac D a, Cumming TB, Sheppard L, Pearce DC, Carter R, Magnus A. The economic benefits of reducing physical inactivity: an Australian example. Int J Behav Nutr Phys Act. 2011;8(1):99. doi:10.1186/1479-5868-8-99.

4. Clark JE. Diet, exercise or diet with exercise: comparing the effectiveness of treatment options for weight-loss and changes in fitness for adults (18–65 years old) who are overfat, or obese; systematic review and meta-analysis. J Diabetes Metab Disord. 2015;14(1). doi:10.1186/s40200-015-0154-1.

5. Colberg SR, Sigal RJ, Fernhall B, et al. Exercise and type 2 diabetes: the American College of Sports Medicine and the American Diabetes Association: joint position statement. Diabetes Care. 2010;33(12):e147–67. doi:10.2337/dc10-9990.

6. Weisenthal B.M., Beck CAMaloney M.D., DeHaven KEGiordano B.D..Injury Rate and Patterns Among CrossFit Athletes. Orthop J Sports Med. 2014 Apr 25;2(4):2325967114531177.7.

7. Knapik JJ.Extreme Conditioning Programs: Potential Benefits and Potential Risks. J Spec Oper Med. 2015 Fall;15(3):108-13.

8. Kerr Z.Y. at all. Epidemiology of National Collegiate Athletic Association Men's and Women's Cross-Country, 2009-2010 through 2013-2014. J Athl Train. 2015 Dec 23.